O que é Sistema Drywall


O sistema drywall é uma tecnologia que substitui as vedações internas convencionais (paredes, tetos e revestimentos) de edificações de quaisquer tipos, consistindo de chapas de gesso acartonado aparafusadas em estruturas de perfis de aço galvanizado.

Esta tecnologia já é utilizada na Europa e nos Estados Unidos há muitos anos e no Brasil este sistema vem ganhando espaço nos últimos anos em função da instalação no país de quatro grandes fabricantes europeus do sistema: Gypsum,Lafarge, Placo e Knauf.

Histórico
A tecnologia da construção Drywall foi inventada nos Estados Unidos, em 1895 e o seu uso é muito difundido em todo o mundo principalmente na União Europeia e Japão.

Segundo CICHINELLI (2008), o sistema drywall nasceu como uma solução capaz de resistir aos incêndios que destruíam vilas e cidades dos Estados Unidos no final do século 19. Feito a partir de chapas de gesso fixadas a estruturas de perfis de aço galvanizado, o sistema podia suportar duas horas sob a ação intensa do fogo.

Desde então, seu uso expandiu-se e logo no começo do século 20 passou a ser usado como sistema de revestimento interno de edifícios consagrados como o Empire State Building, executado em estrutura metálica em 1931.

Década de 1970
No Brasil: A primeira fábrica de chapas de gesso acartonado do País entra em operação na cidade de Petrolina, em Pernambuco, no ano de 1972. A Gypsum do Nordeste fornecia ao mercado placas para forros e divisórias internas.

Apesar de, durante a década de 1970, centenas de unidades de conjuntos habitacionais em São Paulo terem sido construídas com vedação interna em drywall, o sistema não se populariza (SABATTINI et al, 2006).

Década de 1980
Só forros: Drywall não se firma como um sistema construtivo atraente para vedação interna. Até a década de 1990, apenas uma em cada cinco chapas produzidas era utilizada em divisórias de ambientes comerciais – cerca de 80% delas eram usadas como forros (SABATTINI et al, 2006).

Década de 1990
Surge um mercado: A construção racionalizada se consolida no País, gerando
demanda por novos sistemas construtivos industrializados. Vislumbrando um novo mercado promissor, três empresas começam a fornecer o produto no Brasil: a francesa Lafarge, a alemã Knauf e a britânica BPB-Placo. As empresas iniciaram seus negócios no setor importando chapas de suas fábricas no exterior, mas logo instalaram seus próprios parques industriais no País. A Lafarge adquiriu, em 1995, as fábricas de Petrolina e Araripina da Gypsum do Nordeste (SABATTINI et al, 2006).

Década de 2000
Associação é criada: Para divulgar a cultura da construção seca, as fabricantes do sistema fundam a Associação Drywall (Associação Brasileira dos Fabricantes de Chapas para Drywall) em junho de 2000 (SABATTINI et al, 2006).

Novas tecnologias: São lançadas no País as chapas Resistentes à Umidade (RU) – de coloração verde, para uso em áreas úmidas e molháveis internas – e as chapas Resistentes ao Fogo (RF) – de coloração rosa, contêm retardantes de chama em sua composição, fazendo-as adequadas para aplicação em saídas de emergência, áreas enclausuradas etc.

Primeira normatização: Em 2001, são publicadas as primeiras normas técnicas para chapas de gesso acartonado: a NBR 14.715 (Requisitos), a NBR 14.716 (Verificação das Características Geométricas) e a NBR 14.717 (Determinação das Características Físicas).

Curiosidade:
O uso do gesso foi tornado obrigatório nas construções da França, pelo Rei Luis XIV (conhecido como rei Sol) em 1667, por causa do incêndio que destruiu Londres no ano anterior. A partir do decreto promulgado pelo rei francês, as estruturas das casas, que na época eram normalmente feitas em madeira, passaram a ser revestidas com gesso, para protegê-las do fogo (CICHINELLI,2008).

No Brasil, é grande o desenvolvimento desta tecnologia nos últimos anos, mas o consumo ainda é inferior comparada com alguns países, sendo de cerca de 1,0 m2 por habitante/ano. No Japão, França e Reino Unido o consumo médio é de 4,0 a 5,0 m2 por habitante/ano.